ࡱ> L`bjbj΀NU ~ 4J^^^rrr8T<r&f:(bxxxS&U&U&U&U&U&U&$X(*y&^ "  y&^^xx<&(%%% ^x^xS&% S&%%%xlr"%?&&<&%-w$-%-^%d0 "%,Hy&y&%&    -  :Concepes de gnero e de sexualidade e suas influncias na constituio das prticas no campo da sade sexual e reprodutiva em uma Unidade de Sade do Municpio de Lages/SC Ingrid Farias de Liz Marivete Gesser 1. INTRODUO Estudos realizados tm mostrado uma grande dificuldade dos servios de sade no atendimento s necessidades de sade sexual e reprodutiva da populao de modo geral. Nesses, na maioria dos casos, o atendimento consegue abranger, no mximo, a importncia da utilizao de mtodos contraceptivos e a realizao do exame preventivo de cncer do colo do tero (VILLELA, 1999). Em trabalho de interveno psicossocial no campo da sade sexual e reprodutiva realizado por Gesser et. Al. (2008) em uma escola da rede pblica municipal do municpio de Lages, surgiram indcios de que os servios de sade presentes no municpio estudado no esto preparados para orientarem a populao para as questes relacionadas ao campo da sade sexual e reprodutiva. Os autores identificaram indcios de que os discursos dos profissionais cunham-se predominantemente nas concepes mdica e religiosa da sexualidade. A literatura sobre gnero e sexualidade tem apontado predominncia de algumas concepes relacionadas a esses temas. Estas possuem razes predominantemente nos discursos de instituies como a Igreja Catlica e nas cincias como Medicina, Direito, Psiquiatria, Pedagogia, Estatstica e Demografia (FOUCAULT, 1988). Na concepo Mdico-Higienista, a sexualidade reduzida genitalidade e a um problema de sade pblica. Esta tem como caractersticas: nfase na preveno do contgio de DST/AIDS; linguagem anatmica, clnica, de uso comum entre os mdicos e de difcil acesso e compreenso maioria da populao; o sexo classificado na ordem da disfuno e das anomalias; corpo entendido como um conjunto de rgos e aparelhos que possui a funo de reproduo e; negao do prazer (PAIVA, 2000; LOYOLA, 1999; VILLELA, 1999; e SANTA CATARINA, 1998). J a concepo moral-religiosa possui um vis repressor da sexualidade, fazendo prevalecer a moral dos bons costumes. Esta tem com como principais caractersticas: reduz a sexualidade ao sexo (coito vaginal); enfatiza a represso do sexo, reduzindo a condio de procriativo e vinculando-o ao matrimnio; aprecia os valores burgueses da moral dos bons costumes; exalta da idia de amor fraternal entre os cnjuges; descarta da discusso sobre sexualidade o prazer, o desejo e a possibilidade da realizao sexual fora da inteno procriar; crtica ao exerccio da sexualidade fora do matrimnio, a poligamia e as orientaes sexuais divergentes do padro hegemnico (bi e homossexualidade). (FOUCAULT, 1988; SANTA CATARINA, 1998). Outra concepo existente a histrico-cultural de sexualidade. Essa entende que a sexualidade socialmente construda a partir dos processos de apropriao de cada sujeito, sendo mediada pelas relaes de gnero, pelos valores, relaes de poder, regulamentos e normas sociais, que se transformam em cada momento histrico (GESSER, 2010). Segundo WHO (Word Health Organization 2008), os direitos reprodutivos e os direitos sexuais so aspectos relevantes de serem considerados nas prticas de orientao sexual. De acordo com Toneli (2004) a insero dos direitos reprodutivos no mbito dos direitos humanos apontada como um grande avano, pois no distingue o sexo/gnero da pessoa, sua religio, idade, raa/etnia, grupo social a que pertence. Sendo assim, qualquer um deve ser reconhecido como sujeito de direitos neste campo e deve ter asseguradas as condies para o exerccio pleno destes direitos. J em relao aos direitos sexuais, estes, de acordo com a definio adotada pela Organizao Mundial de Sade, seguem os direitos humanos que j so reconhecidos pelas leis e documentos internacionais. Eles incluem o direito de todas as pessoas e repudiam qualquer forma de coero, discriminao ou violncia, devendo ser protegidos e respeitados (TONELI, 2004). Portanto, esses direitos englobam os direitos humanos de todos os sujeitos, livre de qualquer discriminao. Envolvem o fato de procurar, receber e transmitir informaes referentes sexualidade respeito pela integridade fsica dos sujeitos, opo para escolher seu parceiro, decidir ser sexualmente ativo ou no e decidir a hora de conceber filhos. Frente a esses direitos, relevante socialmente investigar se os mesmos esto sendo garantidos populao nos servios de sade. O objetivo da pesquisa foi o de identificar as concepes de gnero e de sexualidade presentes nos discursos e nas prticas dos profissionais de uma Unidade Bsica de Sade. Acredita-se que essas informaes podem contribuir para nortear as polticas pblicas voltadas ao atendimento da populao na rea dos direitos sexuais e dos direitos reprodutivos. 2. PROCEDIMENTOS METODOLGICOS A pesquisa foi financiada pela FAPESC Fundao de Apoio Pesquisa Cientifica e Tecnolgica do Estado de Santa Catarina tendo seu desenvolvimento entre os anos de 2008 e 2009. A abordagem foi caracterizada pelo cunho qualitativo. Quanto aos objetivos, definiu-se como sendo uma pesquisa exploratria. Para compreender o fenmeno estudado na sua complexidade, optou-se pela utilizao de entrevistas em profundidade. Em relao ao procedimento de coleta dos dados, optou-se pela utilizao de entrevista semi-estruturada que apresentava uma relao de perguntas que compreendiam os objetivos da pesquisa. Participaram do presente estudo, doze (12) profissionais de uma Unidade Bsica de Sade (UBS), situada em um bairro do municpio de Lages/SC. Entrevistou-se o mdico, a enfermeira, as tcnicas em enfermagem e as agentes de sade. A amostra foi no-probabilstica e por convenincia. As informaes foram sistematizadas em categorias para serem analisadas qualitativamente de acordo com os contedos obtidos nas entrevistas. Depois de coletados, os dados foram tratados, atravs da distribuio em temas definidos a posteriori. Neste processo de anlise, foram enfatizadas as significaes que emergiram e sua relao com o contexto histrico e cultural. Os participantes tiveram sua identidade preservada, pois foram utilizados nomes de flores. Alm disso, com o trmino da pesquisa, estes tiveram acesso aos resultados obtidos. 3. ANLISE DOS RESULTADOS 3.1 A significao da sexualidade Os depoimentos obtidos por meio das entrevistas evidenciaram que a significao que os profissionais da UBS tm acerca da sexualidade ancorada predominantemente nos discursos mdico-higienista e moral-religioso. A reduo da sexualidade ao coito, a preocupao com as doenas sexualmente transmissveis, bem como a condenao da homossexualidade perpassaram o subtexto dos discursos dos profissionais. O depoimento abaixo evidencia uma concepo de sexualidade ancorada predominantemente no discurso moral e religioso no qual h uma crtica busca pelo prazer e a associao do sexo ao casamento e/ou relacionamento estvel. Alm disso, evidencia-se um julgamento s jovens que lidam com a sexualidade de forma diferente do que a significada pela profissional como correta. [..] Sexualidade pra mim, no meu modo de pensar, tem aquele sexo que s apenas na hora do prazer que pra conhecer. Muitas vezes tem meninas, hoje que elas vem e me dizem que elas foram pra conhecer. E tem aquele sexo, que que tem amor, carinho, que um sexo assim, eu acho assim, um sexo de casal, de casado de namorado h tempo. Mas hoje infelizmente existe mais pra conhecer [...] (Agente de Sade). Iris, uma tcnica de enfermagem da UBS, enfatiza em seu depoimento a importncia de as pessoas se cuidarem para no adquirirem doenas sexualmente transmissveis e/ou uma gravidez indesejada, evidenciando uma significao de sexualidade ancorada na concepo mdico-higienista. Seu depoimento tambm indica um juzo de valor acerca das adolescentes que, na viso dela, pensam somente no prazer. [...] Ah! cuidado principalmente. Porque sexualidade, primeiro as pessoas tm que pensarem que bom, mas que requer cuidados, porque a doena ta pegando e principalmente pra no fazer filho. Meu deus! Eu fico indignada de ver as meninas novas, de no terem cabea s pensam em fazer, que bom e pronto no se cuidarem n? [...] (tcnica de enfermagem). Cravo, mdico da UBS, foi o nico sujeito participante da pesquisa do sexo masculino. Ele tambm tem uma significao de sexualidade como sendo restrita ao coito vaginal e ancorada predominantemente na concepo moral-religiosa. Segue fragmento do seu depoimento: [...] Eu acho importante, n? Mas tudo depende da parceria. A parceria do casal influi muito, se o casal se d bem, parceria muito importante [...] (mdico). A sexualidade, segundo WHO (2008), um aspecto central do ser humano ao longo da vida e engloba sexo, gnero, identidade, orientao sexual, erotismo, prazer, intimidade e reproduo. Esta expressa em pensamentos, fantasias desejos, crenas, atitudes, valores, comportamentos, prticas, papis e relacionamentos e influenciada pela interao biolgica, psicolgica, social, econmica, poltica, cultural, tica, jurdica, histrica, religiosa e espiritual. Bandeira (1999) tambm ratifica o pensamento da WHO (2008) ao expor que a sexualidade uma construo histrica e cultural. Ou seja, no h uma sexualidade posta como nica ou mesmo como parmetro, mas sim diferentes performances que variam conforme as situaes culturais e sociais prprias. Embora o conceito apresentado pela WHO e pela literatura recente sobre o tema aponte que a sexualidade abranje as diversas dimenses acima explanadas, o mesmo tem sido, com bastante frequncia, reduzido a genitalidade e vinculado somente ao ato reprodutivo. Reprimiu-se, por vrias dcadas, tendo como base discursos religiosos e cientficos (FOUCAULT, 1988; SANTA CATARINA 1998). As informaes obtidas pela pesquisa evidenciaram que os entrevistados possuam um discurso antagnico ao conceito de sexualidade apresentado por Bandeira (1999) e pela WHO (2008). Ou seja, h uma significao predominante da sexualidade como sendo ainda apenas restrita ao coito vaginal. Mesmo os sujeitos tendo conscincia de que sexualidade mais ampla do que o sexo, a reduo da primeira ao segundo ainda uma constante. Acredita-se que a forma de conceituar a sexualidade est relacionada com os processos de apropriao que cada sujeito possuiu ao longo do seu desenvolvimento. Essa questo ser discutida no prximo tpico. 3.2 Processos de apropriao sobre as concepes de sexualidade A concepo que o sujeito possui sobre sexualidade, esta relacionada ao contexto cultural, a educao sexual recebida e aos processos de apropriao. Ao ser investigado sobre os conhecimentos sobre sexualidade que os participantes tiveram acesso no decorrer de suas vidas, percebeu-se que esses foram "carregados" de moralidade. Emergiram, em suas falas, tanto o preconceito relacionado homossexualidade, condenao do sexo antes do casamento e s prticas auto-erticas, alm de a sexualidade ter sido um tema velado e condenado por seus ex-professores e familiares. As ameaas a qualquer subverso do que era institudo no contexto familiar tambm estiveram muito presentes na histria de alguns dos participantes. O depoimento da agente comunitria Rosa evidenciou que recebeu orientao sexual pautada em preceitos religiosos. Isso ficou explicito ao destacar que o tabu em falar sobre o tema estava presente no cotidiano familiar. Alm disso, relatou que, no incio de sua adolescncia, foi constantemente informada sobre a importncia de se cuidar para no engravidar, sendo que esse cuidado era caracterizado como abstinncia sexual. [...] Porque como eu te disse meus pais tinham esse tabu tambm. Ento, foram criados sem ter uma explicao, ento eles nunca explicaram pra gente. Onde eu aprendi foi na escola, onde aprendi bastante coisa, alguma coisa com o tempo meu pai me disse ai eu tinha muito medo de uma gravidez porque o meu pai sempre dizia assim pra mim: se voc engravidar eu no te quero mais dentro de casa, ento uma coisa que eu j to com 27 anos e toda vida eu guardei pra mim sempre, sempre. Nunca esqueci, ento eu sabia at onde eu ia. Ai fui tendo mais orientao, sabendo mais como funcionava, mais como era sobre DSTs na escola e quando comecei a trabalhar porque todo ano a gente tem capacitao com o pessoal que trabalha com DSTs [...]. A heteronormatividade tambm esteve presente na histria dos sujeitos entrevistados. Orqudea, agente comunitria, relatou que seu pai sempre conversou abertamente sobre a temtica sexualidade, embora sugerisse que a filha retardasse o incio da vida sexual. Todavia, a entrevistada considera que referente a este assunto possuiu sorte, pois seu pai sempre falou abertamente sobre o tema, ao contrrio de sua me que possua uma postura mais retrada, porm no deixou de falar sobre o assunto com a filha. No que se refere ao preconceito decorrente da heteronormatividade, segue depoimento: [...] O pai ria muito, o pai achava a maior graa. Quando passava um homem, porque antes era mais homem homossexual e ele sempre chamava de viadinho ou algo parecido ele ria, mas se chegasse perto da pessoa ele era discreto, tratava igual. Eu acho que deve ser por isso que eu no sou preconceituosa [...]. Os relatos referentes aos participantes que receberam educao sexual no contexto escolar evidenciam a preocupao com a gravidez caracterizada como precoce e com a preveno de DSTs e HIV/Aids. A partir das informaes obtidas por meio das entrevistas, constatou-se que a orientao sexual de todos os entrevistados foi mediada pela imbricao das concepes mdico-higienista e moral-religiosa. Isso indica que a sexualidade significada como um problema de sade pblica e reduzida ao coito pnis/vagina. A pesquisa tambm indicou que h uma grande imbricao entre a sexualidade e as questes de gnero. Essa questo ser abordada a seguir. 3.3 Concepes de gnero No que tange a compreenso do gnero, este entendido, neste artigo, como [...] a organizao social da diferena sexual. Ele no reflete a realidade biolgica primeira, mas ele constri o sentido dessa realidade (SCOTT, apud, GROSSI et. al. 1998, p. 115). Alm disso, as relaes de gnero e significaes atribudas ao corpo masculino e feminino configuram o modo como as pessoas pensam, sentem e agem na vivncia de sua sexualidade (ROHDEN, 2001). Ou seja, o sexo situacional e explicvel apenas dentro do contexto da luta sobre gnero e poder (LAQUEUR, 2001, p. 23). Ningum nasce mulher ou homem, mas se faz homem ou mulher. no contexto histrico e cultural que se constitui a identidade de gnero feminina e masculina. As caractersticas de gnero so construes scio-culturais que variam atravs da histria e se referem a atribuies culturais a cada um do que considera masculino ou feminino. Strey (1998) explica que as concepes de gnero so socialmente construdas. Assim, segundo a autora, cada cultura ter imagens do que ser homem ou mulher. Scott (1998) j se posiciona destacando que o sexo (biolgico) tambm construdo socialmente, visto que, em cada sociedade, existem significados cristalizados do que nascer com genitlia feminina ou masculina. Estes vo definir o lugar que o sujeito ocupar na sociedade. Neste sentido, importante considerar a significao que os profissionais de sade tm acerca de um sujeito nascer com genitlia masculina ou feminina, haja vista que a dimenso do gnero uma determinao importante no processo de constituio do sujeito. Diante disso, pode-se afirmar que ela media a forma de pensar, sentir e agir desses profissionais no atendimento em sade sexual e reprodutiva. No que se refere s questes de gnero e a influncia destas nas prticas voltadas ao atendimento na questo da sade sexual e reprodutiva e na garantia dos direitos sexuais e reprodutivos, observou-se que, predominantemente, h um processo de responsabilizao da preveno da gravidez mulher. Esta deve ir a UBS com freqncia para a realizao do exame preventivo de cncer de colo de tero e para a obteno da plula anticoncepcional. No que se refere preveno de gravidez no planejada, segue o depoimento de Hortncia, agente comunitria da UBS: Ah! Tem anticoncepcional l no posto n! O que tem pra se cuidar e tal n! E ai voc j entra na conversa e vai orientando. A pessoa tem que se cuidar, que no s namorar, que tem que ter os cuidados, camisinha, comprimido evitar a gravidez, pra evitar [...]. Os profissionais de sade tm muitas dificuldades de realizar um trabalho de preveno e promoo de sade. Uma questo que fica evidente o julgamento que possuem aos comportamentos relacionados sexualidade que fogem dos padres cristalizados de gnero e/ou que so caracterizados como promscuos. Vejamos o depoimento do mdico entrevistado: [...] Por exemplo, a maioria das adolescentes que vem aqui, quando vem aqui, a maioria j to grvida, ento no tem nem como falar. Como eu te falei, o preservativo ta em todo lugar. Tem propaganda de como usar. Ento j ta muito batido. Ento a gente no precisa ta falando, n! Se quer usar, usa, se no, por isso que tem tanta menina grvida [...]. Portanto, a pesquisa mostrou que as significaes sobre masculinidade e feminilidade so constituintes do modo como os profissionais atendem os usurios que vm at a UBS. Portanto, urge a necessidade de contribuir com a desconstruo dos binarismos e essencialismos ainda presentes nos diversos contextos sociais. 4. CONSIDERAES FINAIS A pesquisa buscou caracterizar as concepes de gnero e sexualidade que constituem as prticas no campo da sade sexual e reprodutiva em uma Unidade de Sade do Municpio de Lages/SC. Procurou-se analisar os principais fatores que constituem a significao da sexualidade para os sujeitos pesquisados. Partiu-se da premissa de que compreender os mediadores das apropriaes do gnero e da sexualidade pode contribuir para a implementao de programas voltados formao dos profissionais das Unidades Bsicas de Sade para uma atuao ancorada nos direitos sexuais e nos direitos reprodutivos da populao. Dessa forma, para a maioria dos sujeitos entrevistados, a sexualidade est relacionada predominantemente com o coito e aos cuidados que se deve possuir para no contrair uma doena sexualmente transmissvel ou mesmo uma gravidez indesejada. A condenao do prazer e a associao da sexualidade promiscuidade tambm foram pontos identificados. Percebe-se que os profissionais apontam dificuldades em abordar questes relacionadas sexualidade com os usurios do SUS, embora haja polticas pblicas que legitimam a discusso dessas temticas junto populao. Considerando que os profissionais participam de capacitaes relacionadas s polticas e programas do SUS, h necessidade de se pesquisar de que forma essas acontecem e quais os discursos que as fundamentam. Enfim, importante que os profissionais reflitam criticamente sobre os discursos relacionados sexualidade e, com base nisto, ressignifiquem mitos, tabus e preconceitos a ela relacionados para contribuir com a potencializao dos sujeitos atendidos em todas as dimenses da vida, incluindo a sexual. Para isso, necessria a desconstruo de muitos juzos de valor que esto presentes no cotidiano. 5. REFERNCIAS BANDEIRA, L. Relaes de gnero, corpo e sexualidade. In: GALVO, L.; DIAZ, J. (Org.). Sade sexual e reprodutiva. So Paulo: Hucitec, 1999. cap. 6, p. 180-197. FOUCAULT, Michel. 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Fazendo Gnero 9 Disporas, Diversidades, Deslocamentos 23 a 26 de agosto de 2010  PAGE \* MERGEFORMAT 1  V W \ ] e f J L S U Z \ < [ h ĺ쨖xixixixixixixixiVixi%h3{hHB*CJOJQJaJphh3{hHCJOJQJaJhHCJOJQJaJ"h3{hH5CJOJQJ\aJ"h@Hh@H6CJOJQJ\aJ"h@HhH6CJOJQJ\aJjh~0JUhHhHhS 56jhHhS 0J56UhHhH56hS hHhhHhH]!\ i n$dh`a$gdH$dh`a$gdHLdhC$Eƀ&gdH dhgdH$dhG$a$gdHgdS gdH h i c hwkuv w #####ӯyh@HhH6CJOJQJaJ"h3{hH6CJOJQJ]aJ h3{hHh3{hH56\]"h3{hH5CJOJQJ\aJ"h@Hh@H6CJOJQJ\aJ"h@HhH6CJOJQJ\aJh3{hHCJOJQJaJhHCJOJQJaJ+ h {"$dh`a$gdH $dha$gdH$dh`a$gdH$dhG$`a$gdH dhgdH$dh`a$gdH{"##%%''~(((*-.H01v$dh`a$gdH$ dh`a$gdH!gdH$dh`a$gdH $$ ^$ a$gdH$dh`a$gdH$ dh`a$gdH $$ ^$ a$gdH$dh`a$gdH ##%%& &''O'g'''^(d(e(~((u)v)'*(*I*J***o,r,-q-r---N/˼嬚|jc_c_c_c||hH h3{hH"h3{hH5CJOJQJ\aJhHCJOJQJaJ"h@HhH56CJOJQJaJ"h@HhH6CJOJQJ\aJh@HhH6CJOJQJaJhhHCJOJQJaJh3{hHCJOJQJaJh5hHOJQJh5hHCJOJQJaJhHCJOJQJaJ N/Z/G0H0011W1X1115*5.5:5Y5z555888-9/9_9`9i9u999:;;; ; ;@<=1=<===N=IJ񣗣ֈֈֈֈֈֈyiֈֈhhbhHCJOJQJ\aJhhbhHCJOJQJaJh5hHCJOJQJaJhHCJOJQJaJh5hHCJOJQJaJ"h3{hH5CJOJQJ\aJ"h@HhH6CJOJQJ\aJhHCJOJQJaJh3{hHCJOJQJaJh-&hHCJOJQJaJ)11W1X1)455888; 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