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Este trabalho busca entender as transformações ocorridas na educação feminina no período imperial na Província de Sergipe, compreendendo quem eram essas alunas, a que etnia pertenciam e a qual classe social estavam vinculadas. A pesquisa se deus através das análises de Mapas de alunos, Relatórios de Presidentes da Província de Sergipe, Correspondências, Decretos Leis, Coleções Particulares, pelo período de 1820 a 1889. Após a coleta, organizou-se um banco de dados que passaram a ser analisados e interpretados pelos pesquisadores envolvidos, dando ênfase na questão do gênero e suas relações na escola do oitocentos. A disciplinarização e a higienização social, presentes na escola deste período em Sergipe, são observadas através da importância que a escola atribui à freqüência, ao rendimento escolar, e as questões do corpo enquanto processos de disciplinamento. O ensino de ler, escrever e contar para meninas era o mínimo possível, enfatizando no conteúdo programático o ensino religioso, as atividades relacionadas aos afazeres domésticos e matrimoniais. PALAVRAS-CHAVE História, educação, primeiras letras, Província de Sergipe. ABSTRACT Chidhood has provoked great interest among researchers from different fields of knowledge since the mid-nineteenth centuries, whose studies have sought, among many designs, defining and “civilize” the children through educational discourses disciplinarians, biological, and sanitarians. Currently, this theme has been the target of studies has attempted to discern the social, psychological, anthropological, among others. In the field of historical knowledge, this topic has gained preference among researchers of the influence of so-called Annales school, especially with the third generation, establishing itself with the publication of the work of Philippe Ariès Social History of Children and Family (1960). In Brazil, there is a growing interest in the history of childhood, as evidenced by the numerous academic papers developed that address this issue. This research paper aims to identify the educational approach at this time, thus identifying who were enrolled in classes students First Letters of the Province of Sergipe in the period between the years 1840 and 1870 observed in our analysis for the frequency, efficiency school and continuing studies, with special attention to the categories that are the focus of our analysis, namely, gender, social class and ethnicity. KEYWORD History, education; primary letters; Province Sergipe. INTRODUÇÃO Logo após a Reforma Pombalina em 1759, o Estado português estava cercado pelos pensamentos iluministas e influenciado, principalmente, pelos ideais anti-religiosos da Revolução Francesa pautados sobre um caráter mais reformista e humanista, já que outrora, entrou em um grande período de crise, tanto econômica quanto social. Ainda no século XVIII, o Estado assume o controle do ensino, estabelecendo um novo imposto em prol à educação. Contudo, no Brasil: Inicia-se com dois passos distintos que apenas são convergentes, na medida em que ambos se dirigem intencionalmente a eliminar os jesuítas e, quanto possível, a curto prazo, os Religiosos em geral, substituindo a sua ação educativa por uma nova dinâmica racionalista que ainda respeita a hierarquia clerical, mas subordinada ao Estado (ANDRADE, 1978, p. 89). Um dos aspectos mais visíveis nestes discursos era o clamor contra a alta taxa de analfabetismo das Províncias. Com a abertura dos Portos em 1808, o Rio de Janeiro passa a ser sede do governo, tornando-se o centro das decisões políticas e econômicas da Corte. No que se refere à instrução pública e ao ensino das primeiras letras, a historiografia aponta que não houve rupturas significativas em relação ao conjunto das reformas pombalinas, permanecendo o sistema de aulas régias, que foram assim denominadas entre 1822 e 1859, momento em que passaram a ser chamadas de aulas públicas (GONDRA, 2008, p. 25). Dentro deste cenário, organiza-se uma idéia de disciplinarização e higienização social, latentes na organização da época. Foi a partir da possibilidade de veiculação de normas nos discursos educacionais - vale aproveitarem a exposição que Ariés faz do surgimento da vida escolástica e sua articulação com a disciplina - de acordo com o leitor, na escola do século XIX os mestres começam a submeter o aluno a um controle cada vez mais rígido e as famílias passaram a pensar numa educação mais “séria”. (ARIÉS, 1981, p. 51). O objetivo deste presente artigo é identificar – principalmente - a abordagem educacional desta época, identificando assim, como as aulas femininas no período compreendido entre os anos de 1840 e 1870, observando em nossa análise para o rendimento escolar, atentando especialmente para as categorias que são foco de nossas análises, a saber, o gênero, a classe social e a etnia, já que neste período a educação feminina era colocada em segundo plano, tanto pelo Estado quanto pela própria organização social. Este texto se encontra dividido em duas partes, a primeira abordaremos o ensino brasileiro ao mesmo tempo relacionando com a Província. No segundo momento falaremos sobre as disciplinas cursadas pelas meninas da região, assim como as diferenças entre o ensino masculino. 2. EDUCAÇÃO DE PRIMEIRAS LETRAS: MENINAS NA PROVÍNCIA DE SERGIPE Ainda nas duas primeiras décadas dos oitocentos, a Província de Sergipe del Rey, não havia aulas régias - que eram os estudos das humanidades, pertencendo assim ao Estado e não mais ao clero - e a mais perto se encontrava na Bahia, não havia interesse dos inacianos em estabelecer cadeiras ou um colégio para a população que ali residia, já que a mesma era dispersa no interior baseado na economia local (NUNES, 1984). Segundo o discurso de alguns presidentes da Província sergipana, as instruções primárias deviam atingir a todos os povoados para que a juventude estudasse, já que só uma pequena parte da população sabia ler e escrever e apenas uma parcela mínima desenvolviam os estudos fora da Província Ao ver que as representações sobre o mundo social não são vazias de significados, não são inocentes, estão comungados a interesses de classes, Maria Thétis Nunes (1984) defende em sua obra “História da Educação em Sergipe”, que a educação no século XIX era totalmente de caráter elitista, aonde só os filhos dos grandes fazendeiros, comerciantes e intelectuais davam continuidade aos estudos, geralmente se dirigindo para as faculdades e escolas secundárias da Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro e até mesmo para fora do país. Em outras palavras realidade da educação sergipana era resultado da má atuação do estado brasileiro, através do governo provincial, pois como já se sabe o ideário de organização social da época. Desde a emancipação de Sergipe, em 1820, houve uma série de mudanças na estrutura social, econômica e política. Percebeu-se também que as transformações na economia introduziram novos padrões de comportamento dentro da sociedade. A Educação entrou como elemento capaz de amalgamar esse espírito de nacionalidade, como forma de conter as diferenças sociais e impulsionar sua economia para o desenvolvimento, influenciados pela onda liberal. Segundo a Constituição Imperial de 1823 determinava no seu artigo 179 a criação de escolas para meninas nas cidades e vilas mais populosas da Província, mas em Sergipe elas só serão criadas em 1831, na capital da Província São Cristóvão, e nas vilas mais abastadas da época, que eram Estância, Propriá e Laranjeiras. A cadeira pública destinada às meninas da região do Cotinguiba, segundo Nunes (1984, p.55) com o pequeno número de alunas matriculadas (quatro meninas), pode ser facilmente explicada pelas condições ofertadas na Província, com a improvisação de professores, assim como a falta de pagamentos, o baixo salário dos mesmos e principalmente, a falta de materiais didáticos, onde muitas vezes as aulas aconteciam nas casas dos professores. Nos anos que seguem em direção a segunda metade do século XIX, Sergipe é contemplada por atos progressistas dos seus presidentes em busca de melhores condições para a educação. Um dos seus presidentes em busca de melhores condições para a educação provincial promulgou a Carta-Lei de 5 de março de 1838, marco importante da história da educação local sendo considerada “nossa lei orgânica de instrução”(idem, 2000, p. 226). Abrangendo uma minuciosa regulamentação de ensino desde provimentos das cadeiras por concurso à fixação do ordenado do professor, que era de 200$000 réis, “não sendo permitido a elas ocuparem outro ofício público segundo as leis existentes” (idem, p. 226). Os exames eram realizados na presença do presidente da Província, que, para o ato, convocava “pessoas hábeis” (idem, p. 227). Cabia às Câmaras Municipais a obrigação de, anualmente, darem ao governo as necessárias informações sobre o funcionamento das aulas. A lei também buscava evitar a criação de cadeiras em lugares onde não existissem alunos suficientes, em detrimento de outros com melhores possibilidades, procurando evitar a influencia do político na educação. A análise feita a partir da quinta década do referido século é defendida por um segundo livro de Thétis Nunes, Sergipe Provincial II, onde a autora continua mostrando, assim como na obra anterior, a progressiva melhora da educação na Província de Sergipe, assim como ocorreu no governo do presidente Inácio Joaquim Barbosa, onde este baixa um regulamento em 1854 que estabelece: o uso das Escolas com o fim de dar uniformidade ao ensino’. Nele se Estabelecia o ensino primário, [...] o ensino particular foi disciplinado Estado os diretores obrigados a prestarem informações ao inspetor geral De todas as atividades do estabelecimento, inclusive a remessa de Mapas anuais da freqüência, aproveitamento e ‘comportamento moral’ Dos alunos. No Regulamento, encontravam-se determinados os deveres Dos professores públicos, penalidades que o Inspetor lhes poderia aplicar Se s infringissem. Era ficado o período de férias escolares para toda a Província e o horário de funcionamento das aulas do curso secundário. Tomou medidas visando a melhorar as escolas com a compra de móveis e Utensílios, e chamou a atenção do Legislativo para a necessidade da criação das Cadeiras de Primeiras Letras em povoados prósperos. Proibiu o uso da Palmatória nas escolas, repudiando os castigos corporais como forma de Educação (NUNES, 2000, p. 281). Como já fora dito anteriormente, o que se via na Província de Sergipe sobre a educação, era o reflexo do que acontecia no Império. Pois os temas educacionais eram uns do mais discutidos no Parlamento e na imprensa, para então tentar resolvê-los. No ano de 1870, o ensino primário tinha 76 aulas e 3059 alunos matriculados, sendo apenas 1,85 pessoas estudando em uma população de 200.000 habitantes em Sergipe. As escolas primárias tinham péssimas locações, sendo um dos maiores problemas para os presidentes da Província, juntamente com a equipe de professores totalmente despreparada. Todo sistema educacional é parte da organização de uma Sociedade. Todos os seus componentes devem estar mutuamente dependentes, em sincronia. Assim não aconteceu no Brasil- Império Cada Província desenvolverá o ensino primário e secundário sem Plano definido, segundo as contingências do momento e os interesses Dos grupos no poder. Daí o fracasso de alguns estadistas que Tentaram, na administração das Províncias, reformas que se Chocavam com a realidade social dominante. (p. 281) Ao decorrer da pesquisa feita para o presente artigo, foram encontradas inúmeras reclamações do professorado pedindo aumento de salário, problema este, que resulta até os dias atuais; Transferências de Cadeiras e fechamento das mesmas, ora pela falta de alunos, ora falta de materiais didáticos, falta de professor e até mesmo por ordens do Presidente da Província, todos estes documentos situados no Fundo de Educação do Arquivo Público do Estado de Sergipe – APES . A hipótese adotada é que a maioria dos fechamentos dessas Cadeiras seja pela falta de interesse e estrutura governamental que a Província e o país passavam, já que este problema acontecia em todo o Império. Os professores primários eram escolhidos sem nenhum critério e eram completamente sem preparo e principalmente desconsiderados pelas autoridades, imagem que resultante dos dias atuais, partindo do princípio que a educação não se explica por si só, que não é uma instância autônoma, independente e à parte da sociedade. Já que não é algo neutro, que reflete e é marcada pelas lutas travadas nas disputas pela sobrevivência em sociedade. (ORSO, 2008, p. 08). No entanto, para as meninas, o que se viu sobre a instrução e os processos educativos que elevavam a categoria de educadoras eram passados de mãe para filhas, ou pelo ensino particular dos predecessores, padres ou até mesmo parentes próximos com uma educação mais elevada. Para as meninas da elite, a educação consistia-se em saberes dirigidos a administração doméstica, condutas sociais, ler, escrever, catecismo e bordar e em algumas Cadeiras o ensino de aritmética, fazendo com que tornassem boas esposas e ótimas donas de casa. Com o ensino das meninas de baixa renda, os estudos proporcionavam um ideal de ascensão social, logo que na escola aprendiam a ler escrever, bordar e costurar e os afazeres domésticos, podendo tornar-se costureiras, algumas meninas iam para o lado religioso, tornando-se freiras, ou até mesmo professoras, mesmo esta última não obtendo um prestígio social tão alto, ora por conta do sexo, ora pela falta de iniciativa do Estado em prol a educação como um gênero. Percebe-se então, a diferença entre a educação das meninas da elite e das meninas das demais classes são enormes, já que os saberes eram empregados de forma diferente, inclusive ao gênero. Ainda na educação feminina a partir do estudo das fontes encontradas, foi possível perceber algumas características das alunas matriculadas nas cadeiras de Primeiras Letras. Observaremos a seguir dois casos curiosos do ensino de Primeiras Letras no século XIX. O primeiro caso a ser observado é da Cadeira feminina de Laranjeiras, 1869, contendo trinta e nove alunas, sendo nove brancas, vinte nove pardas e uma denominada “C”, da qual suponhamos ser da cor “cabra” ou até mesmo “crioula”, assim como muitos ex-escravos eram denominados pela sociedade. A idade das mesmas varia entre seis a doze anos, ressaltando também os nomes das mães no item “filiação”, já que em outros mapas de aulas não era comum o nome de mulheres, mais sim de homens. Contudo, a maioria destas alunas era pobre, havendo apenas três garotas ricas e brancas, quatro “bem variadas” e brancas e todo o resto da sala de aula eram pobres e pardas. Outro caso interessante aonde ressalta as cadeiras femininas é de uma aula [s.d] contendo vinte quatro meninas, todas da Província de Sergipe. Vinte duas alunas freqüentam as aulas e apenas duas não. Considerando que quatorzes destas vinte duas são considerados “vadias” e duas “muito vadias”, resultando em dezesseis meninas que vão à escola para “vadiar”, assim como a professora afirma ao final das observações, problema que até hoje ocorre em várias salas de aula. Não obstante, o que mais se observou nesta análise foi às observações escritas pelas professoras, onde as faltas das alunas eram justificadas pela condição de pobreza, ou por doenças e até mesmo por não querer ir à escola. Como já dissera anteriormente, as meninas das camadas mais populares da Província as mesmas procuravam atividades cotidianas nas atividades domésticas (GONDRA, 2008, p. 208). Na medida em que a pesquisa avançou, foram encontradas algumas salas de aula mistas, o que para o período estudado o ensino misto gerava uma “promiscuidade do sexo”, já que a sociedade oitocentista era de cunho patriarcal, no mais: [...] [durante] quase todo século XIX e nas décadas iniciais do século XX, a maior parte das escolas e colégios brasileiros permaneceu separada por sexo, tendo havido, porém, experiências esparsas de co-educação em escolas mistas em algumas províncias [...] (GONDRA, 2008, p. 204) Segundo o artigo 6 da constituição de 1827, as professoras ensinarão às suas alunas: Art. 6o Os professores ensinarão a ler, escrever, as quatro operações de aritmética, prática de quebrados, decimais e proporções, as noções mais gerais de geometria prática, a gramática de língua nacional, e os princípios de moral cristã e doutrina da religião católica e apostólica romana, proporcionados à compreensão dos meninos; preferindo para as leituras a Constituição do Império e a História do Brasil. (CONSTITUIÇÃO DE 1827) Contudo, acrescentou ao ensino feminino prendas voltadas aos afazeres domésticos, como bordar, pintar, dançar, regras de talhar tudo isto para ser boas esposas para seus futuros maridos, como já fora dito anteriormente. Como podemos observar o programa do ensino primário reduzia-se, portanto, ao aprendizado da leitura, escrita, cálculo e doutrinas religiosas. A partir destas disciplinas, o ensino oitocentista reforçou a ideia de que a mulher podia sim estudar, desde que não se afastasse dos afazeres domésticos. De acordo com Diva Muniz (2002), a inclusão das prendas domésticas no currículo das escolas de meninas refere-se a um direcionamento definido para o sexo feminino, qual seja, o de preparação para o exercício da função de mãe e dona de casa. Ainda segundo a autora, a substituição do ensino aprofundado da aritmética e de noções de geometria e prendas domésticas “currículos das escolas públicas femininas explicita uma diretriz presidida pelo princípio da inferioridade estrutural da mulher que justificava inclusive, negar-lhe o acesso aos conhecimentos assegurados ao sexo masculino” (MUNIZ, 2002, p. 316). 3. CONCLUSÕES Como se pode ver, os dispositivos constitucionais aprovados em 1823 não foram integralmente cumpridos, aliás, no Brasil, as leis se distanciaram das realizações e na prática pouco se fez pelo ensino popular. A aversão pela educação feminina explica (em parte) o abandono do ensino primário feminino, juntamente com a falta de visão para a busca de soluções para os descasos com a educação brasileira (HOLANDA, 2004, p.216). Apesar das lutas e desafios travados entre a sociedade brasileira e o Estado em prol a educação feminina, a difusão das práticas de escolarização das meninas tendo como apoio o trabalho das professoras primárias representou para a educação um avanço significável para a presença das mulheres no campo de trabalho. O processo de escolarização e o ensino de primeiras letras em Sergipe entre 1840 e 170 mostraram-se bastante complexos. No período recortado na pesquisa, os discursos e as ações dos sujeitos interessados em organizar a instrução elementar convergem no sentido de produzir e assegurar o lugar da escola na socialização das novas gerações, mesmo a sociedade oitocentista sendo dominada por homens e pelos homens, foi importante ressaltar a educação feminina como um privilégio, porém este privilégio era de interesses nos quais as mulheres não tinham uma participação influente no campo político. Contudo, concluí-se que a educação feminina neste período não era prioridade para o Estado e nem dos pais destas mesmas meninas. Existindo assim uma segregação social por conta do gênero e da etnia destes alunos. REFERÊNCIAS ÁRIES, Philippe. História social da Criança e da família. São Paulo: LTC, 2 edição, 198. HOLANDA, Sérgio Buarque de. A educação. In: História Geal da Civilização brasileira; Tomo II O Brasil monárquico. Rio de Janeiro – RJ, 2004. Bertrand Brasil. 6ª Ed. PP. 424-443. MUNIZ, Diva Couto Gontijo. Construindo diferenças: a escolarização de meninos e meninas nas Minas oitocentistas (1834-1889). In: LOPES, Ana Amélia Borges de Magalhães; GONÇALVES, Irlen Antônio et al (Org.). Belo Horizonte: FCH/FUMEC, 2002. NUNES, Maria Thetis. História da Educação em Sergipe. Rio de Janeiro: Paz & Terra/Aracaju: Secretaria do Estado da Educação/UFS, 1984. ________. Sergipe Colonial I. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1989. ________. Sergipe Provincial I:1820-1840. 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